Navegar é preciso, dialogar também!

Em meio a tanto radicalismo, intolerância e polarização política, é preciso derrubar muros e construir pontes.

Assistindo ao Jornal Nacional, uma matéria me chamou atenção. A matéria falava sobre uma pesquisa realizada pelo Instituto Avon sobre a disposição das pessoas para conversar com quem pensa diferente.

A pesquisa foi realizada no mês de março do ano passado (2017) com usuários da internet, pessoas com idades entre 18 e 59 anos. Foram entrevistadas mais de dez mil pessoas espalhadas por todo país e validadas 9.163 entrevistas.

O “raio-x” da pesquisa, concluiu que 15% das pessoas entrevistadas estão dentro do perfil conceitual denominado “Construtores de Pontes”, que buscam de forma ativa e regular conversar com pessoas que pensam diferente;  50% dos entrevistados se enquadram ao perfil “Em Trânsito”, que oscilam nos seus interesses pelos diferentes e possuem ressalvas com relação ao diálogo, apesar de acreditarem que é útil; e 35% estão no perfil denominado “Entre Muros”, que evitam conversar com pessoas que pensam diferente, não gostam de ler opiniões diversas e acreditam menos no diálogo. De acordo com a pesquisa, de forma geral, o principal obstáculo do diálogo entre pessoas quem pensa diferente, é a agressividade do outro.

O trabalho do Instituto Avon não se resumiu apenas na pesquisa. Baseando-se nos resultados, o instituto além de incentivar a “Construção de Pontes” e o diálogo entre pessoas diferentes em palestras e eventos sociais, também disponibiliza um “Guia Prático” com dicas de como conversar com pessoas que pensam diferente. No mesmo trabalho, destaca a importância do jornalismo neste tema social e traz dicas para um jornalismo mais responsável e construtivo, que evite o cultivo do radicalismo e intolerância, da polarização política e disseminação do ódio.

OPINIÃO

De fato, atualmente com tantos recursos tecnológicos que possibilitam uma comunicação mais dinâmica e expressiva, nunca foi tão difícil dialogar com as pessoas, que distraídas não ouvem, apenas escutam; que não desejam aprender, apenas “ensinar”.

Vemos o egocentrismo crescendo e dominando a sociedade enquanto a empatia perece.

Esse é o mundo – paradoxal – que vivemos:

  • Na era da informação, temos muitos desinformados.
  • Na era das conexões e redes sociais, temos mais pessoas desconectadas da realidade, isoladas (agressivas, doentes e deprimidas).

Ambas as situações também são obstáculo no diálogo entre as pessoas da sociedade contemporânea.

É necessário repensar a própria existência dentro da sociedade que não é homogênea, onde cada indivíduo pensa diferente e tem o seu valor. É importante aproveitar a oportunidade de aprender com quem pensa diferente.

É PRECISO DERRUBAR MUROS E CONSTRUIR PONTES

Infelizmente, nos dias atuais, o radicalismo, a intolerância e a polarização política, tem atrapalhado na maioria das vezes, a tentativa de diálogos produtivos e construtivos entre as pessoas. Cada uma quer impor o seu pensamento, sem respeitar ou pelo menos ouvir e analisar as opiniões contrárias.
Precisamos refletir sobre isto: Valorizar o próximo; ouvir mais;  lapidar a nossa compreensão e paciência; nutrir a empatia e o respeito pelo outro, mesmo que pense diferente.

“Numa sociedade, ninguém é uma ilha. Ninguém sabe tudo e cada um sempre tem algo importante e diferente para ensinar e compartilhar.”

É preciso ouvir e dialogar com todos. Faça a sua parte, vamos utilizar as ferramentas de comunicação que dispomos atualmente para construir um mundo melhor, para ajudar e aprender com as pessoas, principalmente com aquelas que pensam diferente de nós; com muito respeito, compreensão e empatia.

Finalizo essa matéria com o pensamento
atribuído ao filósofo Voltaire (1694-1778), que tem tudo a ver com o tema destacado:
“Posso não concordar com o que tu dizes, mas lutarei, para que o possas dizer em liberdade.”

 Fonte: Instituto Avon

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